A DESIGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES NO CENÁRIO BRASILEIRO
Palabras clave:
Sustentabilidade, Desenvolvimento SustentávelResumen
A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil é um fenômeno estrutural que persiste apesar dos avanços legislativos e sociais. O artigo analisa os principais fatores que influenciam essa disparidade, como a divisão sexual do trabalho, a segregação ocupacional, os estereótipos de gênero e a interseccionalidade entre gênero e raça. Mulheres, especialmente as negras, enfrentam barreiras adicionais que limitam seu acesso a cargos de liderança e a remunerações mais elevadas. Mesmo com formação e desempenho equivalentes, elas continuam sendo remuneradas de forma inferior aos homens. A crença na meritocracia é criticada, pois ignora os condicionamentos sociais que moldam trajetórias profissionais desiguais. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou revisão bibliográfica e documental com foco em publicações entre 2020 e 2025. Os dados revelam que a transparência salarial, políticas públicas eficazes e práticas organizacionais inclusivas são fundamentais para enfrentar a disparidade. A Lei nº 14.611/2023 é destacada como avanço legislativo, mas sua efetividade depende de fiscalização e articulação entre Estado, empresas e sociedade civil. O estudo conclui que a equidade salarial é um imperativo ético, jurídico e social, essencial para o desenvolvimento sustentável e para o cumprimento da Agenda 2030 da ONU. A superação da desigualdade exige ações coordenadas, inclusão de recortes interseccionais e transformação das estruturas organizacionais. Promover ambientes de trabalho mais justos é fundamental para fortalecer a cidadania e a democracia.
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